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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Anac e Infraero não se entendem sobre as condições da Pampulha para receber aviões de grande porte

Com o troca-troca autorizado à Azul, os voos para o interior serão transferidos para o aeroporto de Confins. De um lado, os passageiros reclamam da distância e dizem ser pouco vantajoso viajar de avião para descer no aeroporto internacional. De outro, o maior número de voos permite aos usuários fazerem conexão com outros aeroportos mais facilmente. O argumento da companhia é que uma parcela dos passageiros das rotas regionais não tem como destino Belo Horizonte e que isso facilita a conexão.


“Parafraseando um amigo nosso, ‘nunca antes na história deste país’ foi tão fácil voar de Montes Claros para Porto Alegre. Ou, se você está em Montes Claros e quer ir para Curitiba, agora é questão de horas para trocar de aeronave”, afirma o diretor de comunicação, marca e produtos da companhia aérea, Gianfranco Beting. Outra parcela dos passageiros, como o técnico em metalurgia João Carlos Oliveira, questiona a transferência das linhas regionais. Ele trabalha em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, em uma prestadora de serviços da Usiminas. Semanalmente vem a Belo Horizonte a trabalho.



Com o desembarque na Pampulha, em alguns minutos um táxi o deixa na sede da siderúrgica. A partir da semana que vem, com a mudança dos voos, o avião pode não ser tão vantajoso. Na estrada, são quatro horas. No céu, 40 minutos. Mas será outro tanto no trânsito urbano. “Ficou ruim sair de Ipatinga e descer em Confins”, reclama, citando o considerável aumento dos gastos com transporte. A corrida de táxi passará a custar mais de R$ 100.



Posicionamento 



A Gol tentou seguir o mesmo rumo da Azul. A companhia apresentou pedido para operar Boeings 737-700 e 737-800 na Pampulha, que foi negado. O aeroporto tem condições operacionais para o primeiro modelo, segundo a Infraero, apesar de a decisão final ser da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Inicialmente, a agência informou que não havia qualquer tipo de restrição para o modelo no aeroporto. Representantes da Infraero também disseram o mesmo.O órgão regulador disse repetidas vezes ao Estado de Minas que a portaria que restringia a operação a aeronaves com até 77 passageiros foi revogada em 2010. “Não existem restrições de pouso no aeroporto da Pampulha”, disse nota do órgão regulador. Apesar disso, os voos da Gol não foram aprovados.



Representantes dos dois órgãos se reuniram na quarta-feira, dia seguinte à audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para debater o tema. Na sexta-feira, houve mudança de posicionamento da Anac. “A restrição atual na Pampulha se dá pelos seguintes motivos.




O primeiro deles é devido ao bloqueio de slots no terminal por conta do Termo de Ajustamento de Conduta estabelecido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente.” O trecho refere-se ao TAC assinado pelos órgãos para conceder a licença de operação ao aeroporto. Até 2012, o acordo restringia a operação a até 77 passageiros. Com a concessão de licença ambiental, o termo foi extinto, assim como as suas recomendações.



O segundo, diz a agência, “o aeródromo não dispõe de infraestrutura suficiente para operar o tipo de aeronave solicitada à Anac. Dessa forma, para que a restrição seja retirada, o operador precisa comprovar infraestrutura compatível para os tipos de modelos de aeronaves solicitadas”. O posicionamento é completamente diferente do anterior. Um dia depois de a Gol solicitar os voos o EM questionou sobre a viabilidade da operação. A resposta dada era de que a portaria havia sido revogada e que seria possível operar aviões de grande porte.



Mas, segundo a agência, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) teria vetado o pedido. Outro erro da Anac. Segundo a Aeronáutica, não foi feita qualquer análise. O órgão nem recebeu o pedido. “Verificamos que existe um erro referente aos pedidos em análise no aeroporto da Pampulha. Diferentemente do que está publicado na tabela à qual a assessoria de imprensa tem acesso, não há nenhuma restrição por parte do Decea”, diz nota da Anac divulgada na sexta-feira. 



Com isso, aeronaves de grande porte permanecem vetadas nas atuais condições da Pampulha. Isso fará a Azul reinar no aeroporto. A empresa é a única das três maiores companhias a operar com aeronaves capazes de voar na Pampulha.



Questionamento

A Gol questiona a situação. O diretor de relações institucionais de aliança da companhia aérea, Alberto Fajerman, afirma que “tranquilamente” a empresa poderia voar com aviões de grande porte. “Achamos que não deve haver nenhuma medida artificial que diga qual é o máximo de passageiros e o tamanho dos aviões. Se tecnicamente o avião puder pousar lá, não deve haver nenhuma outra restrição”, questiona a companhia. Outro argumento é o fato de aviões maiores já terem pousado em Confins, entre eles o da Presidência da República. “A pista não tem restrição técnica (...) Jamais operaríamos sem ter absoluta certeza da segurança do voo”, afirma Fajerman, ressaltando ser necessário fazer adequações no terminal de passageiros.

Fonte: EM - Economia 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Anac notifica a Portela por desfile com drones, no Rio

Reprodução: Portal PG
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou em nota nesta sexta-feira (20) que notificou a escola de samba Portela pelo uso de drones no desfile e vai apurar a situação dos paraquedistas que desceram na pista do Sambódromo do Rio, antes da entrada da escola na avenida. Foram instaurados dois processos administrativos contra a Portela.
No desfile do dia 16, a Portela “presenteou” o público com cerca de 400 pequenos drones em formas de águia. Durante o desfile a escola também usou um drone maior em forma de águia, que veio na frente da escola e outros dois em forma de bola de futebol sobrevoam ao redor do carro que representava o Maracanã.
Segundo a Anac, a operação desses equipamentos é proibida em área de grande aglomeração. A escola, de acordo com a agência, chegou a consultar a Anac informações sobre a operação dos drones. Mas não teria pedido a autorização utilizá-los. De acordo com a lei, a Portela poderá ser responder por ações de responsabilidade civil e penal.
Portela abre desfile com pousos de quatro paraquedistas. Eles aterrissaram na Sapucaí e se abraçaram emocionados. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Portela abre desfile com pousos paraquedistas
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Também foi aberto procedimento para apurar se paraquedistas e os pilotos dos helicópteros usados pela escola possuem a licença LPQD e se obedeceram os requisitos de segurança para o salto. Quatro atletas — dois brasileiros e dois americanos — abriram o desfile da Azul e branco de Madureira. A performance foi muito aplaudida na Sapucaí.
Também em nota, a Portela esclareceu primeiramente que foram utilizados 35 drones durante o desfile da escola, na noite de segunda-feira (16), no Sambódromo do Rio. Entre eles, dois em forma de bola e um em forma de águia.Trinta e dois pesam cerca de oito gramas, tratando-se de brinquedos de controle remoto e não atingindo altura superior a cinco metros. Os drones em forma de bola pesam cerca de 2kg, enquanto o de águia tem peso de cerca de 4kg.


Sobre o lançamento de paraquedistas em duas aeronaves antes do início do desfile, a escola informou que tanto as aeronaves quanto os operadores das mesmas, bem como os paraquedistas possuem todas as autorizações necessárias. Os saltos também ocorreram dentro da regularidade prevista pelo Controle do Espaço Aéreo.

A escola disse  ainda que está buscando autorização junto à Anac e ao CGNA para repetir os saltos dos paraquedistas no Desfile das Campeãs no próximo sábado (21).

Fonte: G1